CGEE em Ação

Protagonismo internacional, inovação estratégica e cooperação pela sustentabilidade

Nesta edição, acompanhe a presença ativa do CGEE em fóruns globais sobre clima, inteligência artificial e ciência amazônica; fique por dentro do lançamento da nova Avaliação dos INCTs; da publicação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial; e da contribuição do Centro em projetos estratégicos como o microlançador brasileiro.

Ciência, tecnologia e inovação em rede para transformar o futuro.

CGEE em Ação - Edição 3 CGEE em Ação - Edição 3

CBERS-6: Parceria Brasil-China aposta em satélite com nova tecnologia

Equipado com radar de última geração, o CBERS-6 permitirá monitoramento ambiental do Brasil mesmo com nuvens, chuva e ausência de luz solar

CGEE participa da Revisão Crítica de Projeto do Veículo Lançador de Pequeno Porte (ML-BR)

Reunião técnica em São José dos Campos reuniu instituições e empresas responsáveis pelo desenvolvimento do microlançador brasileiro.

Assessor técnico do CGEE participa da CompleNet 2025 com estudo sobre redes complexas e sistema de inovação brasileiro

Trabalho analisa conexões entre ciência, tecnologia e mercado a partir de redes multilayer e propõe caminhos para o investimento estratégico em inovação.

CGEE apresenta potencial científico e tecnológico do Brasil em encontro internacional do Brics

Diretor-presidente Fernando Rizzo e assessora técnica Núria Brito participaram do “China-Brics Science and Innovation Incubation Park for the New Era” e destacaram as oportunidades estratégicas de...

CNPq e CGEE lançam Avaliação Estratégica dos INCTs com foco em impactos e redes de colaboração

Nova proposta contempla abordagens qualitativas e quantitativas, uso de inteligência artificial, mapeamento de redes de colaboração e participação ativa dos coordenadores.

Diálogo franco-brasileiro pela Amazônia: cooperação internacional fortalece agenda científica na região

Representante do governo francês, Nadège Mézié, atua no Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA) e destaca o papel do CGEE na construção de pontes entre ciência, inovação e...

Assessora técnica do CGEE integra conselho consultivo do CTCN e participa de debates sobre o futuro climático global

Com atuação na rede Ringo, Emilly Silva ocupa cadeira no advisory board do Climate Technology Centre and Network (CTCN), da UNFCCC, e contribui para fortalecer a presença da ciência e da juventude...

Diretor-presidente do CGEE contribui com debates do Fórum da Engenharia Nacional

O diretor-presidente do Centro, Fernando Rizzo, compôs a mesa sobre mobilização da sociedade e defendeu o protagonismo da engenharia nacional como base para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

CGEE em Ação - Edição 2 CGEE em Ação - Edição 2

Foresight como estratégia de cooperação: CGEE lidera articulação do Brics em CT&I

O diretor-presidente do Centro, Fernando Rizzo, destaca os avanços e próximos passos do workshop sobre foresight com os países do Brics.

Helena Nader é reeleita presidente da Academia Brasileira de Ciências

Primeira mulher a comandar a entidade ficará no cargo até 2028. Diretor do CGEE, Anderson Gomes, assume a vice-presidência regional do Nordeste e do Espírito Santo.

CGEE coordena diálogo do Brics com foco em foresight aplicado às políticas de CT&I

Representando o MCTI, o Centro reuniu integrantes de institutos de pesquisa de todos os países do grupo.

CGEE em Ação - Edição nº1 CGEE em Ação - Edição nº1

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CBERS-6: Parceria Brasil-China aposta em satélite com nova tecnologia

Giro pelo SNCTI

CBERS-6: Parceria Brasil-China aposta em satélite com nova tecnologia

No último dia 10 de junho, foi publicado o documento que promulga o Protocolo Complementar sobre o Desenvolvimento Conjunto do Satélite de Recursos Terrestres China-Brasil (em inglês, China-Brazil Earth Resources Satellite - CBERS), que deve ser lançado em 2028.

O novo satélite CBERS-6 é fruto da parceria entre o Brasil e a China, terá uma nova tecnologia que possibilita o monitoramento da região independente das condições climáticas ou da iluminação.

“O CBERS-6 representa um salto tecnológico significativo na série. Diferentemente dos modelos anteriores, ele traz como principal inovação a adoção de um SAR em banda X como carga útil”, explicou o gerente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Antônio Pereira. O INPE é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Diferente das câmeras ópticas tradicionais, o Radar de Abertura Sintética (SAR), tecnologia chinesa, funciona por meio da emissão de pulsos de micro-ondas que interagem com a superfície terrestre e retornam ao satélite com informações detalhadas sobre textura, umidade, relevo e estrutura dos alvos.

“O radar permite a operação do satélite de dia e de noite, com boa penetração nas nuvens, brumas, fumaça e em condições de chuvas. Isso garante um monitoramento contínuo e confiável, independentemente das condições climáticas ou de iluminação”, explicou Pereira.

Entre os principais objetivos do novo satélite, o principal é a complementação ao monitoramento dos modelos anteriores do território brasileiro, especialmente dos biomas.

“Com sua alta resolução espacial e frequência de revisita, o satélite permitirá detectar mudanças na vegetação, identificar áreas de desmatamento, expansão agrícola, degradação do solo e queimadas ilegais, apoiando políticas públicas de conservação, planejamento e fiscalização ambiental”, pontuou o representante do INPE.

Com a previsão de lançamento para 2028, o CBERS utilizará a Plataforma MultiMissão (PMM), desenvolvida pelo Brasil. O desenvolvimento do satélite está a cargo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST). 

Na última semana, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o Decreto nº 12.496, de 9 de junho de 2025, documento que promulga o Protocolo Complementar sobre o Desenvolvimento Conjunto do CBERS-6. A declaração já havia sido aprovada anteriormente, em dezembro de 2024, por meio do Decreto Legislativo nº 214, de 2024. O texto estabelece os termos para o desenvolvimento e lançamento do satélite.

 

Rota

De acordo com Antônio Pereira, o CBERS-6 orbitará a Terra em trajetória polar e sincronizada com o Sol, realizando aproximadamente 14 órbitas por dia.

“Dessas, cerca de quatro passagens ocorrem sobre o território brasileiro, permitindo a coleta de dados em diversas regiões”, explicou o gerente.

Em conjunto com satélites ópticos, ainda de acordo com Pereira, o CBERS-6 ampliará a capacidade de observação contínua dos biomas brasileiros, reforçando o papel do Brasil no uso estratégico de tecnologia espacial para a sustentabilidade. 

 

Programa CBERS

O Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) é uma parceria inédita entre o Brasil e a China no setor técnico-científico espacial. Inicialmente, o acordo previa apenas dois satélites de sensoriamento remoto, o CBERS-1 e CBERS-2.

Fonte: Ascom/MCTI

 

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