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Conexão CGEE trata da gestão ágil nas organizações sociais

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Conexão CGEE trata da gestão ágil nas organizações sociais

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) promoveu, na terça-feira (12), a segunda edição do Conexão CGEE – Um Olhar para o Futuro, reunindo especialistas para debater o papel da gestão ágil nas Organizações Sociais (OSs). Com foco em eficiência, inovação e resposta às necessidades da sociedade, o encontro destacou práticas e desafios que podem transformar o setor e fortalecer o impacto das OSs na ciência, tecnologia e inovação (CT&I) do país.

O evento contou com a presença do diretor-presidente do CGEE, Fernando Rizzo; dos diretores Caetano Penna e Geraldo Nunes; e dos colaboradores do Centro. Participaram, ainda, o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), José Roque; o  ex-diretor da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapi), membro titular da Academia Brasileira de Ciências e pesquisador emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Jorge Guimarães; e o diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões. 

Roque destacou que a falta de recursos financeiros têm sido o maior desafio para a gestão das OS´s, especialmente em relação à operação das instituições. Ele também abordou a necessidade de gerar valor para as atividades realizadas pelas organizações sociais. “Nós precisamos descobrir como gerar valor para as atividades e eu aprendi, nas nossas diversas negociações, que cada ator social enxerga o que foi produzido pela OS partindo de sua própria expectativa, logo você precisa desenvolver uma cesta de valores para contemplar isso”, afirmou. 

Já Simões trouxe para a discussão a importância da cultura e visão de futuro para uma OS, levando em consideração a necessidade de se reinventar. “Não basta criar uma visão de futuro, mas temos de ser capazes de construir, em janelas de inovação, a possibilidade de nos reinventar e mobilizar partes interessadas, sempre controlando os riscos, a fim de que as nossas estratégias não sejam apenas inspirações e se concretizem”, explicou.  

Para que isso ocorra, Simões enfatizou que a gestão de pessoas é essencial, pois possibilita um ambiente seguro para a reinvenção. “A inovação depende das pessoas. Se elas não tiverem um incentivo e um ambiente seguro para isso, muito dificilmente a inovação estará presente”, comentou o diretor-geral da RNP, salientando, ainda, que é necessário olhar atento às estratégias e aos riscos numa gestão executiva de OS. 

Caetano Penna também falou sobre o assunto, destacando a necessidade de valorização aos colaboradores. “A gente precisa repensar as funções e atribuições como forma de valorizar os colaboradores e criar um senso de propósito e de  missão. Faz parte da nossa preocupação atual entender como fazer isso de maneira prática”, afirmou. 

Guimarães, por sua vez, trouxe importantes reflexões baseadas na sua experiência enquanto diretor da Embrapii. Ele destacou cinco pilares que uma OS precisa desenvolver para que desempenhe seu trabalho de forma satisfatória.  “Uma OS precisa de autonomia plena para exercer a gestão ágil e cumprir a sua missão, também precisa de agilidade, flexibilidade e pouca burocracia, além do papel não invasivo do conselho em suas atividades”, destacou. 

Para o futuro do CGEE, Guimarães aventou, diante da necessidade de promover a complementaridade de ações conjuntas planejadas para as atividades de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), a possibilidade de o Centro realizar, de maneira formal, a articulação interministerial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nos assuntos relacionados à CT&I.

Propositor do tema da segunda edição do Conexão CGEE, Geraldo Nunes, destacou a necessidade da eficiência e da pouca burocracia numa Organização Social. “As OS´s foram criadas com o pressuposto filosófico básico para descentralizar com eficiência. O custo benefício deve ser positivo ou, então, não há sentido para sua existência  (...) a burocracia ineficiente deve ser reduzida, pois ela produz atrito de forma interna e externa”, salientou. 

Nunes destacou, também, que a OS precisa responder aos cidadãos. “Conjunturalmente, nós atendemos ao governo, mas estruturalmente a nossa ação e missão devem ser visando os cidadãos, permanentemente”, concluiu. 

Fernando Rizzo, avaliou o encontro como essencial, especialmente no momento em que o Centro se programa para o próximo ano. “Realmente foram três palestras excelentes. Acho que recebemos uma verdadeira consultoria gratuita ao ouvir as experiências e sugestões dos nossos convidados, num momento em que nos programamos para o próximo ano. Cada OS é bastante diferente uma da outra, mas há muita coisa em comum a ser explorada”, disse Rizzo. 

A partir das discussões, o CGEE identificou importantes direcionamentos para o fortalecimento da gestão ágil nas Organizações Sociais, com foco na valorização de pessoas, autonomia e na eficiência como um valor fundamental. Esses aprendizados, agora mais claros, ajudarão o Centro a definir estratégias e práticas que garantam um impacto positivo e alinhado às necessidades de CT&I e à expectativa da sociedade para os próximos anos.