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1° Conexão CGEE reúne personalidades importantes envolvidas na história do Centro
INSTITUCIONAL
1° Conexão CGEE reúne personalidades importantes envolvidas na história do Centro
A 1ª edição do Conexão CGEE: Um Olhar para o Futuro, realizada no dia 10, em Brasília (DF), reuniu importantes personalidades da história do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O encontro proporcionou um diálogo rico sobre a criação do CGEE, sua contribuição ao desenvolvimento do Brasil e as perspectivas para o futuro, com foco na formulação de políticas públicas inovadoras.
Além dos colaboradores e dos atuais diretores Fernando Rizzo, Anderson Gomes, Caetano Penna e Geraldo Sobrinho, estiveram presentes os ex-presidentes Lúcia Melo e Mariano Laplane, assim como Sérgio Rezende, ex- ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e Carlos Pacheco, então secretário-executivo do mesmo ministério na época de criação do Centro.
No início do encontro, Sergio Rezende fez uma retrospectiva sobre a criação do CGEE, durante a 2ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em 2001. “Quando soube da ideia de criar um órgão separado para subsidiar o planejamento, vi que era uma grande ideia, pois as instituições que executam as políticas públicas ficam ‘afogadas’ com o dia a dia da operação, diante da quantidade de decisões a serem tomadas. Então, desde o início aplaudi a criação do CGEE e participei da assembleia histórica que o criou”, afirmou.
Pacheco ressaltou o papel do Centro como agente estratégico na formulação de políticas públicas, ao mobilizar inteligência para a criação de estratégias e definição de prioridades. “É preciso encontrar formas de mobilizar a inteligência existente para a construção de estratégias e definição de prioridades e eu creio que o Centro, em sua raíz, tenha esse papel. (...) Existe uma tarefa intrínseca ao CGEE, que é olhar para o futuro e definir as estratégias sobre o que é capaz de fazer”, afirmou.
A ex-presidente do CGEE, Lucia Melo, ressaltou que o Centro tem um protagonismo na antecipação de oportunidades para o país, inclusive em temas de ascensão no mundo moderno, como a inteligência artificial. “O Centro tem um papel importantíssimo na coleta, na organização e na capacidade de análise e de antecipação de tendências e oportunidades que possam ser construídas para o Brasil. Com a integração da inteligência artificial (IA), o Centro deve ter um protagonismo na questão de como utilizar essa tecnologia para que se tenha competência de fazer com que os dados produzidos no Brasil possam ser trabalhos internamente, possibilitando que tenhamos vantagens adicionais na formulação de políticas e na orientação de propostas de desenvolvimento da indústria brasileira”, disse.
Melo defendeu, ainda, que o Centro atue com as novas ferramentas digitais disponíveis, como as redes sociais. “As redes sociais têm de ser instrumento de trabalho do CGEE (...) especialmente neste momento em que as ferramentas digitais ajudam na internacionalização, na cooperação global e possibilitam a maior participação dos diversos segmentos da sociedade”, sugeriu.
O cenário internacional foi pauta no Conexão CGEE durante a apresentação de Mariano Laplane. O ex-presidente destacou o desafio da dicotomia existente no contexto internacional quando se trata de ciência. “Nós temos um quadro internacional desafiador. Há o avanço da inovação e as suas transformações, com o reconhecimento da importância da ciência, mas também com o protagonismo de muitos atores que negam o papel da ciência dentro e fora do Brasil”, afirmou.
Diante dessa situação, Laplane enfatizou que o Brasil precisa fazer escolhas e que o CGEE tem justamente o papel de auxiliar no embasamento da tomada de decisão. “O Brasil precisa fazer escolhas e o papel do Centro é ajudar para que esse processo decisório seja inteligente. O CGEE não tem a missão de decidir, mas pode ajudar a decidir, aportando inteligência às decisões. A instituição não pode deixar de ter, também, um papel de articulador de redes com instituições de pesquisa, empresas e outras agências do governo para que esse processo de mobilização seja mais ágil e, principalmente, mais coeso. Essa é uma tarefa importante do Centro nos próximos anos, que deve contribuir para que essas escolhas sejam feitas com o máximo de racionalidade”, afirmou.
O evento, que trouxe reflexões importantes sobre o papel do CGEE na antecipação de tendências e na construção de políticas públicas, reforçou a relevância do Centro como um articulador de redes e um impulsionador da inovação no Brasil. Com as novas ferramentas digitais e a inteligência artificial como temas centrais, o CGEE projeta seu futuro como protagonista na promoção de estratégias para o desenvolvimento nacional.
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